terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Grupo de Apoio Terapêutico ao Luto Materno e Perda Gestacional




Sementes de Luz é um projeto de reverência e amor às mães que perderam seus filhos, nascido do desejo de oferecer apoio consistente e acolhimento ao sofrimento do luto materno, por entender que é preciso escutar e dar a oportunidade de falar e compartilhar, por entender que essa é uma experiencia viva e que o tempo justo de cada uma... para lidar com a dor é diferente.

Serão 8 encontros iniciais em um local de acolhimento, escuta terapêutica, arteterapia e amor.
Dedicado a todas aquelas que vivenciam a dor da perda e do silêncio.
Mediadoras:

. Barbara Sales - Psicóloga com aprimoramento em luto pela PUC/SP
. Meire Navarro Fujioka - Psicóloga clínica, pós-graduada em Arteterapia e Psicologia Transpessoal
. Camila Rosa - Terapeuta Corporal Materno-Infantil e doula

Um dos recursos utilizados será a mandalaterapia.

Turmas semestrais. 


Oito encontros.

Local: Rua Luís Goes, 1431 - 12 minutos do metrô Santa Cruz ou Praça da Árvore, a pé

Para realizar sua inscrição, entre em contato com Camila Rosa através do email mila_rosa@hotmail.com ou pelo WhatsApp 11 98204 2436.

Contribuição consciente mínima: R$ 40,00

terça-feira, 11 de junho de 2013

Sobre a Mandala





Mandala é uma palavra originária do sânscrito, língua antiga falada na Índia, que significa, literalmente, um círculo, ainda que também (como composto de manda = essência e la = conteúdo) seja entendida como “o que contém a essência ou “ a esfera da essência” ou ainda “o círculo da essência”.

O dicionário de Aurélio Buarque de Hollanda aceita o termo, registra-o como substantivo feminino e o explica como imagem do mundo e instrumento para a meditação. Em seu estado original a palavra é oxítona de gênero masculino, pronunciada abertamente: man-da-lá. Não somente designa um mantra, mas o vivifica por ser ela própria o movimento.

Simboliza a totalidade, a integração e a harmonia.

Várias culturas utilizaram a mandala como expressão científica, artística ou religiosa. Pode ser observada na arte rupestre, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nos monastérios e thankas tibetanos, nas rosáceas da Catedral de Chartres, nas danças circulares, nos rituais de cura e arte indígenas, na alquimia, na magia, nos escritos herméticos e na arte sacra dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Carl Gustav Jung estudou a mandala e a utilizou em seu consultório. Constatou que seus pacientes melhoravam ou relaxavam com o uso da mesma. Ele dizia que as mandalas poderiam trabalhar a Psique, atuando no processo de autoconhecimento do cliente.

Ele  descobriu que as mandalas expressavam conteúdos interiores do ser humano. No seu estudo das manifestações do inconsciente, seus pacientes produziam de forma espontânea desenhos de mandalas, sem saber o que ela é ou o que estavam fazendo. Ele dizia que isso tende a acontecer com pessoas que progridem no seu processo de autoconhecimento e individuação. A aplicação da mandala e da arte como recursos facilitadores desse processo é uma contribuição fundamental para o desenvolvimento harmonioso do ser humano.

A mandala trabalha os aspectos mental, físico, emocional e energético, auxiliando o indivíduo em sua busca de organizar-se interiormente e na busca de sua essência. No aspecto mental promove foco, concentração e reorganização. No aspecto físico promove bem-estar, relaxamento e previne o estresse. No aspecto emocional as mandalas pessoais podem trabalhar conteúdos provenientes de emoções, sinalizando eventos que aconteceram, que estão ocorrendo ou mostrando caminhos para possibilidades do que pode vir a ser. No aspecto energético a mandala ativa, energiza, irradia e harmoniza.

No processo arteterapêutico, não há necessidade da perfeição geométrica na confecção da mandala individual. A produção é espontânea, e surge do interior, da intuição.  O indivíduo observa e correlaciona o que produziu com o que sentiu e com o seu momento de vida.