Mandala é uma palavra
originária do sânscrito, língua antiga falada na Índia, que significa,
literalmente, um círculo, ainda que também (como composto de manda = essência e
la = conteúdo) seja entendida como “o que contém a essência ou “ a esfera da
essência” ou ainda “o círculo da essência”.
O dicionário de
Aurélio Buarque de Hollanda aceita o termo, registra-o como substantivo
feminino e o explica como imagem do mundo e instrumento para a meditação. Em
seu estado original a palavra é oxítona de gênero masculino, pronunciada
abertamente: man-da-lá. Não somente designa um mantra, mas o vivifica por ser
ela própria o movimento.
Simboliza a
totalidade, a integração e a harmonia.
Várias culturas
utilizaram a mandala como expressão científica, artística ou religiosa. Pode
ser observada na arte rupestre, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras
indianos, nos monastérios e thankas tibetanos, nas rosáceas da Catedral de
Chartres, nas danças circulares, nos rituais de cura e arte indígenas, na
alquimia, na magia, nos escritos herméticos e na arte sacra dos séculos XVI,
XVII e XVIII.
Carl Gustav Jung
estudou a mandala e a utilizou em seu consultório. Constatou que seus pacientes
melhoravam ou relaxavam com o uso da mesma. Ele dizia que as mandalas poderiam
trabalhar a Psique, atuando no processo de autoconhecimento do cliente.
Ele descobriu que as mandalas expressavam
conteúdos interiores do ser humano. No seu estudo das manifestações do
inconsciente, seus pacientes produziam de forma espontânea desenhos de
mandalas, sem saber o que ela é ou o que estavam fazendo. Ele dizia que isso
tende a acontecer com pessoas que progridem no seu processo de autoconhecimento
e individuação. A aplicação da mandala e da arte como recursos facilitadores desse processo é uma contribuição fundamental para o desenvolvimento harmonioso do ser humano.
A mandala trabalha os aspectos mental, físico,
emocional e energético, auxiliando o indivíduo em sua busca de organizar-se interiormente e na busca de sua essência. No aspecto mental promove foco, concentração e reorganização. No aspecto físico promove bem-estar, relaxamento
e previne o estresse. No aspecto emocional as mandalas pessoais podem
trabalhar conteúdos provenientes de emoções, sinalizando eventos que aconteceram, que estão
ocorrendo ou mostrando caminhos para possibilidades do que pode vir a ser. No aspecto energético a mandala ativa, energiza, irradia e harmoniza.
No processo
arteterapêutico, não há necessidade da perfeição geométrica na confecção
da mandala individual. A produção é espontânea, e surge do interior, da intuição. O
indivíduo observa e correlaciona o que produziu com o que sentiu e com o seu momento de vida.